Palestras
Como conquistar e manter o seu emprego
 

1.         FUNDAMENTO LEGAL DO EMPREGO

2.         CUIDADOS NA ENTREVISTA DE EMPREGO

3.         AS 12 PERGUNTAS MAIS FREQUENTES NUMA ENTREVISTA DE EMPREGO

4.         O QUE NÃO SE DEVE PERGUNTAR NUMA ENTREVISTA DE EMPREGO

5.         PERGUNTAS QUE SE DEVE FAZER EM UMA ENTREVISTA DE EMPREGO

6.         AS DINÂMICAS DE GRUPO

7.         CHEGOU FINALMENTE À RETA FINAL DO PROCESSO DE RECRUTAMENTO

8.         O CONCEITO COMUM DE TRABALHO (emprego)

9.         AUTORIDADE E SUBMISSÃO

10.        O TRABALHO NA ÓTICA CRISTÃ

11.        ANEXO I - ENTREVISTA DE EMPREGO 8 esquetes
 

1 - FUNDAMENTO LEGAL DO EMPREGO


 A legislação que prevê os direitos e deveres do vínculo de trabalho entre o empregador e o empregado é a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (Lei n.º  5.452/43), mas também é acompanhada de legislações esparsas que auxiliam ou complementam o vínculo, tais como Constituição Federal, FGTS, Décimo Terceiro Salário, Vale Transporte, Previdência Social, Código Civil, entre outras. 

Subordinação do Empregador

Manifesta-se no estado de dependência funcional que o empregado tem em relação à empresa, e a impossibilidade de agir por conta própria e sem prévia autorização. Isto ocorre em razão do vínculo de trabalho, que limita sua capacidade de agir frente aos negócios da empresa. Mesmo em uma função de gerência, a capacidade de agir é previamente autorizada. Subjetivamente pelo exercício de sua atividade, sendo tolerada pelo empregador. Objetivamente, por documento hábil. Exemplo: procuração. 

Pessoalidade

A CLT não permite que o empregado se faça substituir por outro, esta razão é sustentada  pelo poder de direção que o empregador exerce na empresa. 

Exclusividade

Salvo acordo escrito entre as parte, não há previsão legal na legislação do trabalho para que o empregado exerça sua atividade com exclusividade. Devendo ser observado que no horário contratual assumido o empregado se mantém exclusivamente à disposição do empregador, mas fora deste horário o empregado tem liberdade de atuação, podendo inclusive atuar em empresa concorrente, embora não seja isso aconselhável.

Alimentação e Vale-Transporte

A alimentação, diferentemente do vale-transporte, não é uma obrigação legal imposta ao empregador, ou seja, não há lei que estabeleça que o empregador deva fornecer refeição ao empregado. Se a empresa o faz, saiba que ela está sendo generosa contigo.
 

A Visão Utilitária do Emprego

Desejo um emprego que me permita trabalhar o mínimo possível, ganhando o máximo possível, com o menor esforço possível, de preferência desempenhando minhas funções em casa, com assistência médica, dentária, alimentação, vale-transporte, participação nos lucros da empresa, etc.

Esse é o emprego que todos nós procuramos, só que ele não existe, como perspectiva de primeiro emprego. Pode até ser realidade para quem esteja em final de carreira, especialista em alguma área e atua somente como consultor, mas não para o cidadão comum como nós. 

2 - CUIDADOS NA ENTREVISTA DE EMPREGO


É muito importante que você esteja bem preparado para a entrevista de emprego. De modo algum, você pode "cair de pára-quedas" em uma reunião tão importante. Ou você agrada, ou está fora! Se você atentar para o que vamos lhe informar, chegará na frente em muitos processos de seleção.

1.    Vista-se de maneira sóbria e elegante. Seja formal, tenha os cabelos aparados e bem cuidados e, no caso das mulheres, use maquiagem leve;

2.    Pratique as respostas para as perguntas mais comuns, tais como: "Quanto você quer ganhar?" e "Por que deixou seu emprego anterior?";

3.    Seja sempre positivo;

4.    Controle a sua ansiedade;

5.    Seja pontual, apresentando-se com alguns minutos de antecedência ao horário marcado;

6.    Cumprimente o entrevistador com firmeza e confiança;

7.    Sente-se com uma postura adequada;

8.    Concentre sua atenção no entrevistador. Escute o que ele tem a dizer e responda à medida que for sendo questionado, de forma coerente e segura;

9.    Mostre interesse em conhecer as regras da empresa;

10. Demonstre entusiasmo – Demonstre que já obteve informações sobre a empresa;

11. Seja você mesmo;

12. Nunca minta;

13. Não faça comentários negativos a respeito dos ex-empregadores;

14. Responda sempre sob o ponto de vista das empresas;

15. Não seja vago;

16. Deixe em casa cigarros, chicletes e balas;

17. Mantenha a objetividade e afaste sinais de desânimo ou abatimento;

18. Lembre-se do velho ditado "a primeira impressão é a que fica", pois raramente surgirá uma segunda oportunidade para desfazer uma má impressão;

19. Cuidado com as informações que você mantêm nos sites sociais, como Orkut, Facebook, MySpace, Sonico e etc. Muitas empresas buscam informações sobre você em todos eles.

3 - AS 12 PERGUNTAS MAIS FREQUENTES NUMA ENTREVISTA DE EMPREGO


1. Fale sobre si. 
Esta pergunta é quase obrigatória em uma entrevista de
emprego e deverá ser muito bem praticada para uma resposta sucinta, direta e, acima de tudo, que valorize o seu perfil profissional.

2. Quais são seus objetivos a curto prazo? E a longo prazo? 
Seja específico e tente aproximar, de alguma forma, os seus objetivos aos da própria empresa. Respostas como "ganhar bem" ou "aposentar-se" são totalmente proibidas.

3. O que o levou a enviar o seu currículo a esta empresa? 
Aproveite esta deixa para demonstrar que fez o seu "trabalho de casa" e fale sobre a atividade da empresa e a forma como o posicionamento desta a torna uma empresa de elevado interesse para qualquer profissional. Naturalmente, para responder a esta pergunta, é preciso fazer previamente uma pesquisa sobre a empresa. Vá ao site institucional, faça pesquisas usando mecanismos de busca, leia revistas da especialidade e converse com pessoas que trabalham ou já trabalharam lá.

4. Qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje? 
O que é pretendido com esta questão, é que os candidatos sejam capazes de identificar uma situação em que tenham sido confrontados com um problema ou dúvida, e que tenham sido capazes de analisar alternativas e consequências e decidir da melhor forma.

5. O que procura num emprego? 
As hipóteses de resposta são várias: desenvolvimento profissional e pessoal, desafios, envolvimento, participação num projeto ou organização de sucesso, contribuição para o sucesso da sua empresa, etc.

6. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos? 
Um "não" a esta pergunta pode destruir por completo as suas hipóteses de ser o candidato escolhido, demonstre-se capaz de trabalhar por prazos e dê exemplos de situações vividas em trabalhos anteriores.

7. Dê-nos um motivo para o escolhermos em vez dos outros candidatos. 
Esta é sempre das perguntas mais complicadas, mas o que se espera é que o candidato saiba "vender" o seu produto. Isto é, deverá focar-se nas suas capacidades e valorizar o seu perfil como o mais adequado para aquela função e a forma como poderá trazer
benefícios e lucros para a empresa.

8. O que você faz no seu tempo livre? 
Seja sincero, mas sobretudo lembre-se que os seus hobbies e ocupações demonstram não só a capacidade de gerir o seu tempo, preocupações com o seu desenvolvimento pessoal e facilidade no relacionamento interpessoal.

Se você está acostumado a “ver a vida passar”, sem fazer nada pra ninguém, saiba que isso é muito ruim, do ponto de vista profissional.

9. Quais são as suas maiores qualidades? 
Aponte aquelas características universalmente relacionadas com um bom profissional: proatividade, empenho, 
responsabilidade, entusiasmo, criatividade, persistência, dedicação, iniciativa, e competência.

10. E pontos negativos/defeitos? 
Naturalmente que a resposta não poderá ser muito negativa, pois serão poucas as hipóteses para um profissional que diga ser desorganizado, desmotivado ou pouco cumpridor dos seus horários. 
Assim, o truque é responder partindo daquilo que normalmente é considerado uma qualidade mas agravando-o de forma a parecer um "defeito". Ou seja, exigente demais, perfeccionista, muito auto-crítico, persistente demais, etc.

11. Que avaliação faz da sua última (ou atual) experiência profissional? 
Não se queixe e, em caso algum, critique a empresa e respectivos colaboradores. Diga sempre alguma coisa positiva, ou o ambiente de trabalho ou o produto/serviço da empresa. Se começar a apontar defeitos ao seu emprego anterior correrá o risco de o entrevistador achar que o mesmo pode acontecer no futuro relativamente aquela empresa.

12. Até hoje, quais foram as experiências profissionais que lhe deram maior satisfação? 
Seja qual for a sua escolha, justifique bem os motivos. Tente mencionar as mais recentes e que sejam mais adequadas aos seus objetivos profissionais.

4 - O QUE NÃO SE DEVE PERGUNTAR NUMA ENTREVISTA DE EMPREGO


A pergunta mais importante você deve fazer a você mesmo: Estou procurando um emprego ou um trabalho? Aqueles que respondem um emprego, tem uma visão imediatista, sem se preocupar com uma carreira na empresa.

Responder com rapidez e segurança a todas as questões que nos são feitas, nem sempre é suficiente para "impressionar" o entrevistador. Mas é preciso ter muito cuidado quando decidimos ter um papel mais "ativo" neste processo, pois há perguntas que não devem mesmo ser feitas ou, pelo menos, que devem ser feitas mais tarde. 
Para facilitar, selecionamos uma lista de questões que não deverá fazer durante uma
entrevista de emprego.

1.  O que faz esta empresa?

2.  O plano de saúde da empresa engloba consultas psiquiátricas?

3.  É casado?

4.  Pode garantir que ainda estarei empregado no próximo ano?

5.  O anúncio de emprego mencionava que o período de trabalho é nos fins de semana. Terei mesmo que trabalhar nesses dias?

6.  Como pode determinar as minhas qualificações numa entrevista tão curta?

7.  As pessoas reparam quando se entra tarde ou sai cedo da empresa?

8.  O que lhe pareço como candidato?

9.  Qual é o signo do presidente da empresa?

10.  A empresa oferece estacionamento?

11.  O que significa "o trabalhador pode ser recolocado em outras instalações ou em outra cidade?"

12.  A empresa reembolsa o trabalhador do dinheiro que este gastou em um curso?

13.  Como são os planos de aposentadoria na empresa?

14.  Qual a probabilidade de ser promovido rapidamente?

15.  De quanto é quanto tempo terei aumento?

16.  Qual será o valor dos meus aumentos?

17.  Qual o reembolso que terei para o automóvel?

18.  Quais os extra-salariais que terei?

19.  Terei sala própria? 

5 - PERGUNTAS QUE SE DEVE FAZER EM UMA ENTREVISTA DE EMPREGO


É natural que seja o próprio entrevistador que controle todo o processo, mas é importante que o candidato saiba intervir com as perguntas certas, no momento certo. Demonstrar algum conhecimento e interesse sobre a atividade e posicionamento da empresa, é um ótimo passo para "marcar pontos" nesta fase do recrutamento e impressionar o seu entrevistador. Daremos alguns exemplos do que se pode perguntar.

 

Sobre a Empresa:

1.    Quais os objetivos a curto e longo prazo da empresa?

2.    Como é que a empresa se distingue das concorrentes?

3.    Quais são os planos da empresa para crescer no futuro?

4.    Quais problemas a empresa enfrenta neste momento?

5.    Como descreveria a cultura empresarial e o ambiente de trabalho?

6.    A empresa desenvolve planos de carreira?

7.    A empresa realiza algum tipo de atividade sócio-cultural ou de voluntariado?

8.    A empresa costuma apostar na formação dos colaboradores?

Sobre a função:

9.    Qual será a minha função dentro da empresa?

10. Que responsabilidades estão inerentes a esta função?

11. Quais os problemas e os desafios inerentes à função?

12. Qual o grau de autonomia e de responsabilidade da função?

13. Com quem vou trabalhar?

14. O trabalho será desenvolvido em equipe ou individualmente?

15. Poderia descrever-me um dia normal neste cargo?

16. Em qual departamento irei trabalhar? E quais são os planos para o futuro desse departamento?

17. Que tipo de relação existe entre esse departamento e os restantes departamentos da empresa? (no caso de ser uma grande empresa)

18. Quais as possibilidades de progressão na carreira profissional? 

6 - AS DINÂMICAS DE GRUPO


As dinâmicas de grupo são atividades com objetivo de descontrair, desarmar os candidatos a uma vaga em uma empresa, para que, então, o recrutador possa conhecer melhor os participantes.

Nas brincadeiras em uma dinâmica, as pessoas deixam transparecer suas características pessoais e, portanto, é possível saber quem é empreendedor, metódico, ágil ou criativo. Também se nota, com facilidade, quem tem dificuldade em trabalhar em equipe, o que não é interessante para os dias de hoje.

Não existe o melhor ou pior candidato no desenvolvimento de dinâmicas de grupo, e sim, aquele que tem o perfil mais adequado à vaga, analisado a partir de sua participação durante a atividade.

Nas dinâmicas de grupo, normalmente os candidatos enfrentam situações desafiadoras e precisam representá-las de diversas formas, como: fazer propagandas, dramatizações e se colocar publicamente. O candidato deve saber que tudo o que for feito será avaliado, e não deve se preocupar com os constrangimentos nos grupos e sim com a vaga que irá ocupar. 

Dicas para dinâmicas de grupo:

1.  Controle sua ansiedade, manter a tranqüilidade ajuda em quase todas as situações;

2.  Evite falar em excesso ou impedir que os outros também participem;

3.  Vista-se discretamente, a apresentação pessoal é muito importante. São indicadas roupas confortáveis, uma vez que a tarefa pode exigir que o participante sente-se no chão. As mulheres devem evitar os decotes e as saias justas e curtas, e os homens, o jeans. Estes devem dar preferência às camisas de manga comprida. Lembre-se que para cada lugar devemos vestir um tipo de roupa;

4.  Seja claro e objetivo ao expor suas idéias. Caso peçam para listar suas qualidades e defeitos, faça-o de maneira equilibrada. Evite elogiar-se demais ou mentir;

5.  Aja com naturalidade na dinâmica de grupo. Os comentários preconceituosos e as ironias não caem bem;

6.  Dormir bem nos dias que antecedem a dinâmica é essencial para que não se apresente aparência de cansaço ou abatimento;

7.  Chegar ao local marcado 15 minutos antes do horário marcado;

8.  Não se preocupar com os "vexames";

9.  Ser o mais natural possível. 


 

7 - CHEGOU FINALMENTE À RETA FINAL DO PROCESSO DE RECRUTAMENTO


O seu comportamento e a forma como gere os poucos minutos em que está com o entrevistador, podem ser decisivos para conseguir ou não o emprego. Por isso, a preparação para a entrevista de emprego é imperativa, podendo trazer-lhe grandes vantagens para o resultado final.

Regra geral, o nervosismo é grande quando se chega à fase da entrevista. Mas descanse, pois não é o único a se sentir assim. Pense que o entrevistador também está enfrentando o duro desafio de optar pelo candidato certo. É também a eficiência dele que está a prova.

Por definição, a entrevista de recrutamento é uma discussão bilateral entre um candidato a um emprego e o potencial empregador, em que o objetivo é explorar a compatibilidade entre as qualificações do primeiro e as necessidades do segundo, de forma a ser tomada a decisão da contratação. É do interesse de ambas as partes recolher o máximo de informação possível durante a discussão, de forma a prever a possibilidade de estarem em sintonia.
 

   
 

Pense na entrevista como sendo a sua oportunidade para revelar outros aspectos para além do que está no currículo, de acentuar as suas capacidades de comunicação, a auto-confiança, a energia, a criatividade, as quais permitirão ao entrevistador formar uma imagem favorável de si.

Não encare a entrevista como o único momento decisivo. Lembre-se que, se conseguiu superar as fases anteriores, tem muitos pontos a seu favor, basta que os reforce, cara a cara, junto do entrevistador e que o faça compreender que a sua contratação para o emprego é a melhor decisão que ele pode tomar.

Seis conselhos para enfrentar uma entrevista de emprego

Sente-se nervoso cada vez que tem uma entrevista de emprego? Apesar de natural, este nervosismo pode ser controlado e, se conseguir, tudo correrá muito melhor. Nós daremos algumas dicas para enfrentar este momento. 

1. Não dê nada por garantido nem assuma nenhum pressuposto. Ouça atentamente o seu interlocutor. Se alguma das perguntas que lhe for feita exigir mais do que uma simples resposta, esteja à vontade e reflita durante alguns segundos, em vez de responder impensadamente.

2. Não monopolize a conversa nem tente evitar responder a perguntas. Existem diversas maneiras sutis de assumir o controle sem hostilizar o entrevistador, ou dar início a um guerra pelo poder.

3. Assuma uma atitude positiva relativamente a tudo e todos. Não uma atitude de falso otimismo, mas não se queixe do seu emprego ser chato, da forma injusta com o seu chefe o trata ou da forma como os seus colegas e colaboradores se comportam. Mesmo um comentário negativo feito por acaso, poderá colocar o seu entrevistador de sobreaviso e preocupá-lo. Nessa situação, até poderá sentir-se tentado a explorar mais essa situação e descobrir uma razão para retirá-lo da "corrida". Ou até a sua própria atitude poderá provocar essa situação.

4. Não copie na totalidade a linguagem corporal do seu entrevistador. Poderá ser notado e parecer que está o imitando ou a agir de forma estranha. No entanto, poderá tentar adotar a postura global e, consequentemente, ficar mais confortável psicologicamente.

5. Não deixe que seja o entrevistador a ter todo o trabalho. Apóie as suas respostas com fatos. Não dê respostas de sim e não ou de uma palavra só. Poderá começar assim, mas a seguir continue com uma resposta mais completa.

6. A não ser que o entrevistador faça, evite questões tabú como salários e benefícios, já que isso fará parecer que só está interessado no pagamento ao fim do mês e não no emprego em si. Além disso, é do seu melhor interesse esperar até ao último momento para discutir esses assuntos. Nessa altura, já terá informação suficiente para calcular aproximadamente quanto vale esse cargo e qual o valor que poderá acrescentar a empresa.

A roupa a ser usada no dia da entrevista deve será adequada ao tipo de emprego a que você está se candidatando. De modo geral, utilize traje social com cores neutras e combinações no estilo clássico (preto, azul, bege, branco e cinza). Evite decotes, roupas justas ou muito largas. Barriga de fora ou calças de cintura baixa, nem pensar.

Seguindo todas essas dicas você terá a certeza de que está no caminho certo para se dar bem e conseguir o emprego.

8 - O CONCEITO COMUM DE TRABALHO (emprego)


Não existe nada mais ultrapassado para a mentalidade do século XX do que a ideia de servir e obedecer. Afinal de contas na concepção do mundo o que vale é ser importante, é ser famoso, é ser rico, é ter poder. Não foi por acaso que alguém disse que era melhor reinar no inferno do que servir no céu.

Na maioria das organizações (e as igrejas não estão fora), hoje, há uma luta tremenda por cargos, por posição, por status. Na maioria, embora o discurso seja revestido de uma linguagem piedosa, e de argumentos astuciosos, o que se percebe é o desejo de governar, de ter poder. Existe uma força interna (carnal) que nos impulsiona a ter, a consumir. Não se valoriza o ser, mas o ter.

O que nós não percebemos é que esse desejo de poder tem uma origem não muito recomendável. Ele começou no céu, como um certo ser (o capeta) que não se conformava que fosse Deus e não ele que governasse.

Qual deve ser a natureza da submissão cristã às autoridades humanas?  Há algum momento em que desobediência a autoridades é um dever cristão e não apenas um ato de rebeldia por interesses próprios?

Estamos submersos numa cultura que valoriza a autonomia, a independência e a rebeldia. Os avanços tecnológicos, científicos e sociais favoreceram o esquecimento do código de moral cristã, o qual dava sustentação ao mundo ocidental. O absoluto foi substituído pelo relativo. No lugar da uniformidade, temos a pluralidade. Foi criado um ambiente propício para o individualismo e para a diversidade da expressão do egocentrismo. A sociedade não sabe mais definir o que é certo ou errado. Na televisão proliferam programas com debates, ora para se chegar a um consenso, ora para destruir o que resta dos antigos valores. Submissão cristã é um tema fora de moda em uma sociedade pós-moderna. 

9 – AUTORIDADE E SUBMISSÃO


O que é autoridade?

Refere-se ao direito e poder para estabelecer, determinar e governar, por causa de uma posição e um título superior. (Dn 4.34,35)

A verdadeira autoridade não é imposta, mas conquistada, com relacionamentos sinceros e respeitosos, onde o que prevalece é o desejo de ajudar o outro a crescer.

Se você precisa dizer quem você é, já não é.

"A base da liderança não é o poder e sim a autoridade, conquistada com amor" - O Monge e o Executivo.

O que é submissão?

É na realidade um ato de fé e um reconhecimento de que alguém está no controle e tem poder sobre você. (Lc 19.14; 7.1-10) O ato de fé se fundamenta na certeza de que o Senhor, que é justo e não deixa que nada em minha vida se passe despercebido, não permitirá que a minha submissão seja utilizada para me prejudicar ou para que se aproveitem de mim, a menos que, na Sua justiça ele o permita para que eu possa aprender algo que Ele deseja que eu aprenda.

Serei vitorioso se sofrer o dano e, com isso, ofereça a Deus como libação; como oferta sobre o altar, mas não se esqueça de que “...sacrifícios para Deus é um coração contrito e quebrantado...”

A fim de ter a obediência, é preciso primeiro manter o ego fora de cena. Não se deve tentar obedecer com o “eu”. Somente vivendo no espírito há possibilidade de submissão. Obediência é a mais alta expressão de resposta à vontade de Deus.

A Submissão de Jesus (Fp 2.5-11; Hb 5.7-9)

A Bíblia diz que o Senhor não julgou como usurpação o ser igual a Deus. Usurpar significa tomar pela força. A igualdade do Senhor com Deus não é algo que Ele tomou pela força. Não se trata de uma usurpação, porque, antes de tudo, o Senhor tem a imagem de Deus.

Contudo, os versículos que mais nos constrangem são:

“O meu justo viverá da fé; se retroceder, a minha alma não se compraz nele”.
“Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do seu coração” Sl 37:4
“Entrega o teu caminho ao Senhor; cofia Nele, e o mais ele fará.” Sl 37:5

Se alguém deseja se tornar o maior, seja aquele que seve, porque o que se exaltar será humilhado, e o que se humilhar, será exaltado.

Limites da submissão


Os limites da disciplina da submissão estão nos pontos em que ela se torna destrutiva. Ela se torna, pois, numa negação da lei do amor conforme ensinada por Jesus.

Uma coisa é sujeitar-se a toda instituição humana por causa do Senhor (1Pe 2.13,14); mas se essa instituição, por exemplo, proibir a proclamação do evangelho, ficamos com a obediência a Deus (cf. At 5.29). O mesmo aconteceu em Rm 13.1, quando Paulo exortou os cristãos a se sujeitarem às autoridades superiores. No entanto, quando Paulo notou que o estado deixava de cumprir sua função ordenada por Deus de prover justiça para todos, ele admoestou-o com energia e insistiu em que o errado fosse corrigido (At 16.37). A nossa confissão de fé também exorta os membros a serem submissos aos seus líderes, enquanto esses forem fiéis à Palavra de Deus.

 

Submeter-se é uma das principais características de um discípulo de Jesus. A palavra submissão significa colocar-se sob uma autoridade, obedecer com humildade. Ela é o antídoto para o orgulho, auto-afirmação e a indiferença. Pois a submissão nos faz viver em dependência de Deus e conectados aos outros.

Porém, a liberdade que tenho não me garante direito de, no horário do meu expediente, ficar evangelizando os colegas da empresa. Posso até usar o horário do almoço para esse fim, desde que isso não seja contrário ao dono da empresa ou ao meu superior hierárquico.

Saiba que a melhor pregação é a que você prega com o seu viver e interesse em abençoar aqueles que te cercam, em qualquer lugar que você estiver.

Você não precisa abrir sua Bíblia para provar nada. Sua vida já o fez antes de você abrir a boca.


Para Deus, não há diferença entre trabalho secular e trabalho na Igreja, no que se refere ao empenho, dedicação e compromisso.  

10 - O TRABALHO NA ÓTICA CRISTÃ


Segundo o preceito bíblico, Deus sempre chama o que está ocupado, e não ao que está descansando.

Deus chama, vocaciona e convoca quem está trabalhando, não quem está ocioso, principalmente o comodista. Não me refiro à pessoa que está desempregada, procurando emprego e quer trabalhar e não tem encontrado oportunidades.

Gideão era agricultor e Deus o chamou para ser Juiz em Israel. Não tinha formação jurídica, mas era homem de bom senso e íntegro: “…o Anjo do SENHOR veio… Gideão, filho de Joás, estava malhando o trigo num tanque de prensar uvas, para escondê-lo dos midianitas.” (Jz. 6:11). Os midianitas eram os sem terra da época; invadiam sítios e fazendas para roubar o produto da colheita dos israelitas.

A princípio, numa atitude de humildade, Gideão se declarou incapaz para a função, mas o Senhor o incentivou: “O SENHOR se voltou para ele e disse: “Com a força que você tem, vá libertar Israel das mãos de Midiã.  Não sou eu quem o está enviando?” (v14)

Davi era jovem responsável – quando foi visitar seus irmãos, deixou o rebanho sob os cuidados de outro “pastor”: “Levantando-se de madrugada, Davi deixou o rebanho com outro pastor, pegou a carga e partiu, conforme Jessé lhe havia ordenado.” (v.20)

Era valente e fiel ao Senhor e submisso. Apresentou-se ao comandante da tropa e se ofereceu para lutar contra o gigante Golias e o venceu de forma sobrenatural. Deus o havia escolhido para ser rei de Israel em lugar de Saul.

Rebeca era moça do trabalho, linda e querida de sua família. Poderia ser a dondoca da casa:

“Antes que ele (servo de Abraão) terminasse de orar, surgiu Rebeca,…trazendo no ombro o seu cântaro… Rebeca desceu à fonte, encheu seu cântaro e voltou. O servo apressou-se ao encontro dela e disse: “Por favor, dê-me um pouco de água do seu cântaro. “Beba, meu senhor”, disse ela, e tirou rapidamente dos ombros o cântaro e o serviu. Depois que lhe deu de beber, disse: “Tirarei água também para os seus camelos até saciá-los” (Gn. 24:15 a 21). Há informações que camelos podem tomar cerca de 200 litros de água de uma só vez.

Rebeca não se omitiu diante da sede do servo de Abraão e seus camelos – trabalhou duro para dar-lhes água. Naquela cultura e época, o trabalho da casa era tarefa exclusiva das mulheres, em buscar água para banho, para beber, e para o gado; buscar e rachar a lenha do campo para o fogo caseiro; limpar a casa, fazer os serviços caseiros, servir a família. Os homens tomavam conta do gado, lavravam a terra. Rebeca era trabalhadora e prestativa, o que lhe valeu o noivo, Isaque, filho de Abraão.

Neemias demonstrando solidariedade ao sofrimento de seu povo e cheio de destemor e de iniciativa, pediu ao rei que lhe permitisse ir a Jerusalém para visitar seu povo e reconstruir os muros da cidade. O rei o autorizou e ele foi a Jerusalém, fez vistoria completa no estrago e começou seu trabalho de reconstrução; demonstrou liderança e muita vontade de trabalhar; “pôs a mão na massa”: Cheguei a Jerusalém e, depois de três dias de permanência ali, saí de noite com alguns dos meus amigos. Eu não havia contado a ninguém o que o meu Deus havia posto em meu coração que eu fizesse por Jerusalém. Não levava nenhum outro animal além daque­le em que eu estava montado.” (Ne 2.11-12)

 Talvez você possa estar se perguntando: por que estamos focando o trabalho em submissão, se o que mais preciso é de dicas para me tornar uma pessoa imprescindível na empresa?

Porque exigir que as coisas marchem de acordo com a nossa vontade é uma das maiores escravidões da sociedade. O pior é quando as coisas não acontecem como esperamos, o que acontece com frequência no trabalho. Ora porque acho que não estou sendo reconhecido profissionalmente ou valorizado como acho que deveria, ora porque eu acho que mereço uma promoção pelo meu empenho pessoal. 

Nossa vida não se acaba se isto ou aquilo não acontece. Aquietar-se e aguardar o tempo de Deus é a forma madura de encarar os fatos. Nem sempre o empregador pode reconhecer financeiramente o que já percebeu em nós.

Só a submissão pode livrar-nos o suficiente para capacitar-nos a distinguir os problemas autênticos e a obstinada vontade própria.

O ensino bíblico sobre a submissão concentra-se, antes de tudo, no espírito com que vemos as outras pessoas. A Bíblia não tenta expor uma série de relacionamentos hierárquicos, mas comunica-nos uma atitude interior de mútua subordinação. Pedro, por exemplo, apelou para os escravos de seu tempo a que vivessem em submissão a seus senhores (1 Pe 2.18). O conselho parece desnecessário até percebermos que é perfeitamente possível obedecer a um senhor sem viver num espírito de submissão a ele. Exteriormente, obedece; interiormente, é rebelde.

Na submissão estamos, afinal, livres para valorizar outras pessoas. Ela se torna importante

para nós; seus sonhos, planos, problemas, enfim, entramos numa nova, maravilhosa e gloriosa liberdade – a liberdade de abrir mão de nossos próprios direitos para o bem do próximo

A pedra de toque para o entendimento bíblico da submissão é Marcos 8.34: “Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir

após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”.Não sentimo-nos muito à vontade com essas palavras. Nossa preferência é mais pela “auto-realização”. No entanto, o ensino de Jesus sobre a negação de si mesmo é a única coisa que geralmente traz auto-realização. 

Autonegação não significa a perda de nossa identidade, como pensam alguns. Perdeu Jesus a identidade quando voltou o rosto para o Gólgota?

Perdeu Pedro a identidade quando respondeu à ordem de Jesus de carregar sua cruz: “Segue-me” (Jo 21.19)?

Perdeu Paulo a identidade quando se entregou Àquele que havia dito: “Pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (At 9.16)?  

Claro que não. Sabemos que o contrário é verdadeiro. Eles encontraram a identidade no ato de negar-se a si mesmo.

O amor-próprio e a autonegação não estão em conflito. Jesus deixou perfeitamente claro, mais de uma vez, que a autonegação é o único meio seguro de amar-nos a nós mesmos. 

“Quem acha a sua vida, perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa, achá-la-á” (Mt 10.39). Autonegação, portanto, significa a liberdade de submeter-nos a outros. Significa manter os interesses alheios acima do nosso próprio.

Para Jesus, a liderança está em tornar-se servo de todos. O poder se descobre na submissão. O símbolo supremo desta radical condição de servo é a cruz. E ele mesmo deu esse exemplo pela própria vida (Fp 2.8), não somente morrendo uma morte de cruz, mas vivendo uma vida de cruz. E essa é a proposta de Jesus aos seus seguidores – Mc 8.34; 9.35; Jo 13.15. A vida de cruz é a vida de submissão voluntária. A vida de cruz é a vida de servo livremente aceita. 

No mais irmãos, se você trabalha, faça-o com todas as suas forças, com todo o seu empenho, com todo a sua perícia, porque no fim das contas, você está trabalhando para o Senhor, dono de todas as coisas, porque “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e tudo o que nele há”

O Senhor que te vê em secreto te recompensará, caso não lhe recompense financeiramente em vida, saiba que espiritualmente Ele o fará e a Sua alma se compraz em você, porque “O meu justo viverá da fé; se retroceder, a minha alma não se compraz nele”.

 
Material Desenvolvido
- Visão Celular IBNAI - Maio de 2010
Artigos
-
 
Veja aqui os cursos criados pelo Prof.

início